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O que é Rawphøtology?

É um manifesto a favor do impacto positivo causado pela naturalidade de cada pessoa. Da assunção da sua personalidade, da sua atitude, daquilo que é e que a torna única e diferente entre as demais. Seja ela uma pessoa entre pessoas; uma pessoa entre profissionais; um actor entre actores; um modelo entre outros modelos numa agência de Moda; um músico entre músicos, numa lista imensa do i-Tunes; ou um estudante entre colegas, num MBA.

Se não há duas pessoas iguais, a Fotografia deve ser, no mínimo, a primeira prova disso.


Onde procuro e mostro o meu trabalho?

Procuro-o na alma de quem fotografo. Mostro-o através dos seus olhos. E enquanto não a vir, simplesmente não fotografo.

Por isso, insisto, a Sinceridade e a Disponibilidade me são mais importantes que uma lente luminosa. Posso fotografar com várias lentes ou com pouca luz. Mas jamais alguém que não é sincero ou não quer ter disponibilidade para se dar bem consigo e com as lentes.

O que espero das pessoas? Sinceridade. Vontade. Disponibilidade. Disponibilidade de tempo e sobretudo de alma.

O que me move?

Frases como ‘Nesta fotografia estás mesmo tu’, ‘Nesta fotografia estavas com um olhar feliz’ ou ‘As minhas melhores fotos são quando me apanham distraído’, sempre ecoaram na minha cabeça.

Quanto mais as ouço e mais fotografo, mais me sinto nos antípodas das ‘máscaras’ e ‘pincéis’ do Photoshop; e muito longe de pessoas que fazem sempre a mesma expressão ou posição para um fotógrafo, e me perguntam se tiro rugas na pós-produção; ou que entram num estúdio com vontade de voltar de lá com fotos que não coincidem com elas próprias. Pessoas que querem dar uma imagem de si que está tão próxima do seu próprio eu, como a Austrália está de Portugal.

Mas sinto-me cada vez mais apaixonado pela Luz e pelo que ela me permite fazer, porque ela é a tinta com que eu pinto. E sempre muito próximo de Pessoas que acreditam no que valem, para si e para os outros. Pessoas que são Pessoas antes de outra coisa e que querem ter um papel no Mundo ou somente entre os seus.

Adoro fotografar Pessoas que me dizem não gostar de máquinas fotográficas e as que têm pavor ao escuro das lentes, mas que acreditam que, em frente ao fotógrafo certo, podem descobrir que ‘o seu melhor lado’ é o seu melhor lado enquanto pessoas. É a sua identidade. A sua Personalidade. São os seus sonhos e os seus medos. É aquilo que fazem, que sentem e aquilo pelo que lutam.


Movem-me as pessoas.

O que elas decidem mostrar. E especialmente o que elas querem, mas têm receio de mostrar ao Mundo. O que lhes traz uma expressão convincente ao olhar.

 

Movem-me todas as pessoas. Uma de cada vez. Movem-me as pessoas por detrás das personagens que elas escolhem encarnar, para não serem elas próprias a maior parte do tempo. Seja pela vaidade na personagem escolhida ou pela busca do que acreditam ser a sua Felicidade, entre pares que também buscam a sua.

 

É por tudo isto que costumo dizer que há pessoas para quem, tal como para mim ou para um actor que gosta do que faz mas raramente se quer ver no seu papel, o mais importante de uma sessão fotográfica, é a sessão fotográfica. Aquele momento que acaba por ser a reunião que cada um marca consigo mesmo e que passa a vida a adiar, como se houvesse no mundo algo mais importante do que isso. O que dela fica, é para si e para o fotógrafo. O que dela sai, é um conjunto de pixels impressos num papel ou numa página de Facebook.

Porque o mais importante não é o que mostramos de nós; mas o que escondemos e fazemos por nós e connosco.

São essas, essas pessoas, seja na rua, num estúdio ou num palco, para quem a máquina está sempre ligada e a lente destapada. E o Tempo se perde no tempo.

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