(+ 351) 213 303 720

Entra-nos pela casa dentro todos os dias, há vários anos. A forma divertida, leve e por vezes desafiante, como parece deslizar pela vida e mostrá-lo ao público, faz-nos esquecer facilmente, a nós e a ela própria, que a Inês cresceu a olhos vistos; porque aos olhos dela, os seus valores e as suas prioridades estruturais, sempre foram matéria inegociável. A simplicidade, a gratidão e a humildade, são só algumas das qualidades que ressaltam nesta conversa disfarçada de entrevista. E o humor, sempre o humor. Porque não há nada melhor que ter por companhia, numa ilha deserta, alguém que nos faça rir.

 

Ricardo Pereira da Silva [RAWPHØTOLOGY]: O que fizeste da vida, Inês?

Inês Castel-Branco: Acho que aproveitei o facto de ser privilegiada e tenho tirado o melhor da vida. Também tive muita sorte por ter descoberto muito cedo aquilo que gosto de fazer. E ter tido oportunidades nessa área. Há muito poucas pessoas que têm essa sorte.


Read More

RAWSTØRIES são reflexões retiradas de sentimentos que me surgem durante sessões fotográficas. E são conversas de alma entre pessoas que gostam de pessoas e de ser pessoas. Sobre pessoas que vale a pena conhecer enquanto pessoas. Conversas espontâneas, íntimas sem ser indiscretas, sem guião e sem preocupações, mas todas elas conduzidas com o propósito de dar a conhecer o que interessa a quem as tem; e sempre com a curiosidade e a despreocupação que só a uma criança se poderia pedir.

Porque nas conversas como na vida, acredito que cada pessoa é única. E que por detrás de um nome, há sempre um ser humano e uma história que vale a pena conhecer.

Esta, podia ser uma conversa científica, perante a oportunidade de conversar com um dos mais capazes e incontornáveis pediatras portugueses com reconhecimento e distinção internacional. Mas, apesar desse facto e acima de tudo, o Professor João Gomes Pedro torna-o impossível, pois revela, também nas conversas, a forma que o distingue nas consultas e com que entrega a sua competência, diariamente, às crianças e pais do nosso país: com emoção, com serenidade, com bom senso, com curiosidade e sempre de olhos nos olhos.

 

Ricardo Pereira da Silva [RAWPHØTOLOGY]: Se numa viagem de elevador tivesse que contar a alguém o que fez da sua vida, o que diria?

João Gomes Pedro: Tentaria criar uma analogia entre o que se poderia ver de cima desse prédio, que estaríamos a subir; e o que se vê do cimo de uma vida feita de experiência, onde passa a ser especial aquilo que vimos ao longo dela, em termos de personalidade, de unicidade. Como quem sobe um monte e repara nos detalhes do percurso, que não repara no dia-a-dia; e no prazer da descoberta que sentimos quando chegamos ao cimo.


Read More

RAWSTØRIES são reflexões retiradas de sentimentos que me surgem durante sessões fotográficas. E são conversas de alma entre pessoas que gostam de pessoas e de ser pessoas. Sobre pessoas que vale a pena conhecer enquanto pessoas. Conversas espontâneas, íntimas sem ser indiscretas, sem guião e sem preocupações, mas todas elas conduzidas com o propósito de dar a conhecer o que interessa a quem as tem; e sempre com a curiosidade e a despreocupação que só a uma criança se poderia pedir.

Porque nas conversas como na vida, acredito que cada pessoa é única. E que por detrás de um nome, há sempre um ser humano e uma história que vale a pena conhecer.

E nada melhor que começarmos por conhecer o lado humano e algumas histórias que vivem por detrás do nome Laurinda Alves e daquilo que todos conhecemos desta incontornável jornalista.

Ricardo Pereira da Silva (RPS): Laurinda, consegue dizer-me, em poucas palavras, o que fez da vida?

Laurinda Alves (LA): O que faço da vida – prefiro dizê-lo no presente – é tentar, a cada dia, ser melhor e dar mais à vida.

RPS: E o que fez a vida de si?

LA: Não sei se fez de mim ou se fez comigo…  Fez uma pessoa mais consciente da sua missão, do seu papel e da sua vocação…

RPS: Mais alegre?

LA: …mais alegre, mais leve e mais tranquila. E mais feliz.


Read More

Já não é  a primeira vez que dou por mim, em sufrágios que definem decisões que me impactam de alguma forma, a pensar nos critérios que levam as pessoas a preferir candidatos e a votar neles. Fico sempre com a impressão que raros são aqueles que lêem programas eleitorais e com a certeza que, na maior parte das vezes, decidem por critérios partidários e também pela impressão que têm sobre os candidatos. O resto, é o que se sabe: uma lista negra de candidatos que são bons a convencer o eleitorado, mas que muitas vezes não passam disso. Porque, como em quase tudo na vida, as pessoas medem-se pelas acções e nunca pelas promessas.

Depois de consultar o programa dos vários candidatos às eleições do Sporting, que é decisão que me impacta mais do que de alguma forma, gostei particularmente do programa de Rui Jorge Rego e da forma positiva e construtiva como sempre se apresentou a debate.

Quis conhecer e fotografar o homem por trás das ideias. Sem filtros. Sem preparação. Sem mais ninguém a assistir. De olhos nos olhos. Preto no branco. Ou como diria Hemingway, ‘Como 2 histórias que se encontram’.

 

Lisboa. 07 de Setembro de 2018.

 

Ricardo Pereira da Silva: Lembra-se de si como uma criança feliz?

Rui Jorge Rego: Eu tive uma infância dupla. Tive uma infância muito feliz quando vivíamos no Brasil, com uma qualidade de vida que acho que nunca mais vou ter, quer no colégio, quer na vivência do dia-a-dia. Vivia numa vivenda grande, estudava num colégio com 2 piscinas, salas de cinema, etc.

Depois apanhei um choque grande quando vim para Portugal, aos 8 anos. Vim viver para uma caixa de fósforos e para uma escola pública portuguesa.


Read More

Não há prazer maior para um fotógrafo que gosta, sobretudo, de contar histórias através da fotografia, do que ter a liberdade e a oportunidade artística de seguir o seu instinto, sem filtros e sem cercas entre aquilo que sente e a linha do seu horizonte.


Read More
Dezembro 5, 2017

Nem que a vida nos separe.

 

De que é feita a expressividade? Que tempo ou distância cósmica vai da sensação de conforto ao estado de naturalidade? Onde e quando nasce verdadeiramente a intimidade e a cumplicidade? Onde fica o ponto zero a partir do qual tudo começa, como se fosse a nascente de um ribeiro que nos traz tudo isso no caudal e desagua na mais simples e bela das fotografias? 


Read More
0%
error: This content is protected.