/ RAWSTØRIES

Quando decidi começar a viver para e da Fotografia, decidi também fazer uma formação em iluminação fotográfica de estúdio, para reciclar o que tinha aprendido, por mera curiosidade, com os grandes fotógrafos com quem me cruzei quando era publicitário.

Passados uns meses, dei um workshop no Porto, a seguir ao qual fotografei algumas pessoas. Levei o carro carregado de luzes, stands§, deflectores e toda uma parafernália de equipamento para obter a luz perfeita. Foi nesse momento que conheci e fotografei, pela primeira vez, a Margarida Henriques. E ao fim de uns breves instantes, ao ouvir a Margarida, enquanto a fotografava, dei conta que tinha levado material a mais: a luz perfeita está, afinal, naqueles que são relevantes para a vida de alguém, que nunca se distraem dos outros e que nunca desligam a empatia; são pessoas que olham – como os fotógrafos – mas que imprimem a sua sensibilidade em quem mais precisa.


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