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Já não é  a primeira vez que dou por mim, em sufrágios que definem decisões que me impactam de alguma forma, a pensar nos critérios que levam as pessoas a preferir candidatos e a votar neles. Fico sempre com a impressão que raros são aqueles que lêem programas eleitorais e com a certeza que, na maior parte das vezes, decidem por critérios partidários e também pela impressão que têm sobre os candidatos. O resto, é o que se sabe: uma lista negra de candidatos que são bons a convencer o eleitorado, mas que muitas vezes não passam disso. Porque, como em quase tudo na vida, as pessoas medem-se pelas acções e nunca pelas promessas.

Depois de consultar o programa dos vários candidatos às eleições do Sporting, que é decisão que me impacta mais do que de alguma forma, gostei particularmente do programa de Rui Jorge Rego e da forma positiva e construtiva como sempre se apresentou a debate.

Quis conhecer e fotografar o homem por trás das ideias. Sem filtros. Sem preparação. Sem mais ninguém a assistir. De olhos nos olhos. Preto no branco. Ou como diria Hemingway, ‘Como 2 histórias que se encontram’.

 

Lisboa. 07 de Setembro de 2018.

 

Ricardo Pereira da Silva: Lembra-se de si como uma criança feliz?

Rui Jorge Rego: Eu tive uma infância dupla. Tive uma infância muito feliz quando vivíamos no Brasil, com uma qualidade de vida que acho que nunca mais vou ter, quer no colégio, quer na vivência do dia-a-dia. Vivia numa vivenda grande, estudava num colégio com 2 piscinas, salas de cinema, etc.

Depois apanhei um choque grande quando vim para Portugal, aos 8 anos. Vim viver para uma caixa de fósforos e para uma escola pública portuguesa.


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